segunda-feira, 11 de maio de 2015

AS OITO LIBERTAÇÕES

Baseado no Majhima Nikaya 77, 22:
“Outra vez, Udayin, eu proclamei para os meus discípulos o caminho para desenvolver as oito libertações”.
[1] Possuindo forma material, eu vejo a forma: essa é a primeira libertação.
[2] Não percebendo a forma no interior, eu vejo a forma no exterior: essa é a segunda libertação. [3] Eu estou decidido apenas pelo belo: essa é a terceira libertação.
[4] Com a completa superação das percepções da forma, com o desaparecimento das percepções do contato sensorial, sem dar atenção às percepções da diversidade, consciente que o ‘espaço é infinito,’ eu entro e permaneço na base do espaço infinito: essa é a quarta libertação.
[5] Com a completa superação da base do espaço infinito, consciente que a ‘consciência é infinita,’ eu entro e permaneço na base da consciência infinita: essa é a quinta libertação.
[6] Com a completa superação da base da consciência infinita, consciente de que ‘nada é’, eu entro e permaneço na base do nada: essa é a sexta libertação.
[7] Com a completa superação da base do nada, eu entro e permaneço na base da nem percepção nem não percepção: essa é a sétima libertação.
[8] Com a completa superação da base da nem percepção nem não percepção, eu entro e permaneço na cessação da sensação e percepção: essa é a oitava libertação.
“E através disso, muitos dos meus discípulos permanecem assim, tendo alcançado a consumação e perfeição do conhecimento direto.”

A fórmula acima pode ser usada como método de recitação e meditação, principalmente deitado onde se pode mais facilmente apartar do corpo e das sensações, recitando de cor cada etapa conforme avança na meditação dos estágios 1 ao 8.
O conhecimento direto, nesse caso, é aquele que está além da percepção e da não percepção, isto é Nibbana, o incondicionado, não nascido, não causado.
Nibbana é também a natureza real de tudo. Tudo é estritamente simbólico, equações em processo; tudo é insubstancial, porém é a representação da lei única e de seus desdobramentos.
O Iluminado vê o mundo como um livro onde lê os símbolos, entende a linguagem, as equações, as leis, etc.. Assim não vê de fato “o mundo”, que seria uma visão distorcida, mas vê a realidade, Nibbana.

O não iluminado, não desperto, não vendo isso, vê as coisas e fenômenos como reais, concretas, sofríveis, etc., tomando como completo o que não é; e como incompleto o que já é completo; sofrendo e fazendo sofrer: está prisioneiro dessas sensações.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vazio?

O tema central, talvez o mais importante, especialmente para o estudo do não ordenado, é o chamado vazio ou vacuidade, uma tradução aproximada de sunna em pali. É facilmente mal interpretado como sendo o nada ou qualquer outro significado niilista por iniciantes e principalmente opositores do budismo. Este sutta é uma pequena explicação de a que se refere o termo.
Sunna é o vazio de substancialidade, de uma essencialidade, de uma substância inerente, quando se refere aos cinco agregados e aos fenômenos e de um eu ou alma imutável quando se refere ao ser ou pessoa. E ponto. Não significa que o Nibanna ou a iluminação também seja sunna, insubstancial e impermanente ou sujeita ao sofrimento. Pelo contrário, o escape do transitório, do sofrimento e da insubstancialidade é justamente Nibbana, o despertar (não querendo dizer também que Nibbana seja uma substancialidade nem egoidade).
É um tema profundo e muito detalhado, mas que exige uma reflexão logo no início, em seus enunciados mais simples como este a seguir. Pois esta é a introdução a visão real de todo, ou seja, "de como as coisas realmente são". Sem querer explicar muito mas sim instigar a pesquisa e a meditação sugiro agora a leitura atenta desse sutta para iniciarmos uma série de textos sobre esse delicado tema.
Samyutta Nikaya XXXV.85
Suñña Sutta
Vazio
Somente para distribuição gratuita.
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De outra forma todos os direitos estão reservados.



Então, o Ven. Ananda foi até o Abençoado e depois de cumprimentá-lo sentou a um lado e disse: “Venerável senhor, dizem ‘o mundo está vazio, o mundo está vazio.’ Em relação a que dizem que ‘o mundo está vazio’?”
“Ananda, porque está vazio de um eu ou algo que pertença a um eu é que dizem, ‘O mundo está vazio.’ E o que é que está vazio de um eu ou algo que pertença a um eu? 
O olho, Ananda, está vazio de um eu ou algo que pertença a um eu, 
as formas ... 
a consciência no olho ... 
o contato no olho ... 
qualquer sensação que surja tendo o contato no olho como condição - experimentada como prazer, dor ou nem prazer, nem dor - está vazia de um eu ou algo que pertença a um eu. 
O ouvido está vazio de um eu ou algo que pertença a um eu ...
A mente está vazia de um eu ou algo que pertença a um eu, os objetos mentais ... 
a consciência na mente ... 
o contato na mente ... 
qualquer sensação que surja tendo o contato na mente como condição - experimentada como prazer, dor ou nem prazer, nem dor - está vazia de um eu ou algo que pertença a um eu.
“Ananda, é porque está vazio de um eu ou algo que pertença a um eu que dizem, ‘O mundo está vazio.’”

terça-feira, 31 de março de 2015

SUTRA DO CORAÇÃO - COMENTADO


PRAJNA PARAMITA HRIDAYA SUTRA
texto compilado por Karma Tenpa Dharguye


“Os homens mundanos estão andando por um caminho perigoso e vagando em um oceano amargo, mas ainda não querem olhar para a grande sabedoria. Realmente, suas intenções não podem ser adivinhadas! A grande sabedoria é como uma espada afiada, que corta todas as coisas que toca, tão afiadamente que elas nem sabem que foram cortadas. Quem, além dos sábios e santos, pode fazer uso dela? Certamente, não os ignorantes”.

Han-shan, séc. VII


CANTANDO O SUTRA DO CORAÇÃO

Os ensinamentos da vacuidade sobre a verdadeira natureza da realidade são considerados o coração do budismo Mahayana, o grande caminho do meio. Estes ensinamentos são explicados em cem mil versos conhecidos como os Prajna Paramitas Sutras, cuja tradução seria As Escrituras da Sabedoria Transcendental. Estes sutras também estão condensados em formas mais curtas. A mais curta de todas é o chamado Sutra do Coração – a essência central, ou o coração das Escrituras da Sabedoria. Muitas pessoas dizem que este é o sutra favorito delas. O Sutra do Coração é cantado diariamente, estudado e ensinado em quase todos os mosteiros e centros budistas, no oriente ou no ocidente. Eu chamo carinhosamente de Sutra Nenhum; vocês verão por quê. [...]

Os budistas acreditam que a energia sagrada, a benção e a sabedoria emanadas deste canto, combinadas com a focalização da atenção, beneficiam de muitas formas sutis todos os seres visíveis e invisíveis. A eficácia das orações depende tanto ou mais, da concentração e a intenção do praticante, quanto da oração em si. Algumas vezes em mosteiros tibetanos, quando alguém está doente os monges cantam esse sutra o dia todo; observando isto detectei um campo energético quase palpável ao redor dos monges que cantavam.

Se você cantar ao ar livre na natureza, em seu quintal, por exemplo, lembre-se de que a fala Vajra (iluminada) está transmitindo e espalhando o Dharma para tudo e todos que estão lá fora, tanto pessoas e animais domésticos quanto grilos, vaga-lumes, besouros, mosquitos animais silvestres e até mesmo pulgas e carrapatos. A energia do Dharma, que abençoa e edifica a terra e tudo que está sobre ela, é generosamente compartilhada com todos. Os lamas dizem que onde quer que este sutra seja recitado, cantado, estudado, copiado ou ensinado, os ensinamentos da iluminação criarão raízes e ali florescerão. Então, nós fazemos a nossa parte ao cantarmos o Sutra do Coração.

Extraído do livro: O DESPERTAR DO BUDA INTERIOR – Lama Surya Das.


PRAJNAPARAMITA - Em sânscrito:

OM NAMO BHAGAVATYAI ARYA-PRAJNAPARAMITAYAI
ARYA AVALOKITESHVARO BODHISATTVO GAMBHIRAM
PRAJNAPARAMITA CHARYAM CHARAMANO
VYAVALOKAYATI SMA PANCHA SKANDHAS TAMSH CHA
SVABHAVA SHUNYAN PASHYATI SMA
IHA SHARIPUTRA RUPAM SHUNYATA SHUNYATA EVA RUPAM
RUPAN NA PRITHAK SHUNYATA
SHUNYATAYA NA PRITHAK RUPAM
YAD RUPAM SA SHUNYATA
YA SHUNYATA TAD RUPAM
EVAM EVA VEDANA SAMJNA SAMSKARA VIJNANAM
IHA SHARIPUTRA SARVA DHARMA SHUNYATA LAKSHANA
ANUTPANNA ANIRUDDHA AMALA AVIMALA ANUNA APARIPURNAH
TASMAT SHARIPUTRA SHUNYATAYAM NA RUPAM
NA VEDANA NA SAMJNA NA SAMSKARA NA VIJNANAM
NA CHAKSHU SHROTRA GHRANA JIHVA KAYA MANAMSI
NA RUPA SHABDA GANDHA RASA SPRASHTAVYA DHARMAH
NA CHAKSHUR DHATUR YAVAN NA MANO VIJNANAM DHATUH
NA AVIDYA NA AVIDYA KSHAYO YAVAN JARA MARANAM
NA JARA MARANA KSHAYO NA DUHKHA SAMUDAYA NIRODHA MARGA
NA JNANAM NA PRAPTIR NA BHISMAYA TASMAI NA APRAPTIH
TASMAT SHARIPUTRA APRAPTIVAD BODHISATTVO
PRAJNAPARAMITAM ASHRITYA
VIHARATYA CHITTA VARANAH
CHITTA AVARANA NASTITVAD ATRASTO
VIPARYASA ATIKRANTO NISHTHA NIRVANA PRAPTAH
TRYADHVA VYAVASTHITAH SARVA BUDDHAH
PRAJNAPARAMITAM ASHRITYA ANUTTARAM
SAMYAK SAMBODHIM ABDHISAMBUDDHAH
TASMAT JNATAVYAM PRAJNAPARAMITA MAHA MANTRO
MAHA VIDYA MANTRO 'NUTTARA MANTRO SAMASAMA MANTRAH
SARVA DUHKHA PRASHAMANAH SATYAM AMITHYATVAT
PRAJNAPARAMITAYAM UKTO MANTRAH
TAYATHA
OM GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SVAHA
ITY ARYA PRAJNAPARAMITA HRIDAYAM SAMAPTAM


Bhagavati prajna paramita hridaya sutra

O abençoado coração da Sabedoria Transcendental,
inconcebível, inexprimível, prajna-paramita
não-nascido, incessante, por natureza semelhante ao céu,
vivenciado pela cognição prístina da consciência auto-reflexiva
mãe de todos os vitoriosos dos três tempos, A você presto homenagem!
Assim eu ouvi.
Certa época o Abençoado estava em Rajagriha, na montanha do Pico dos Abutres,
em companhia de um grande número de monges e Bodhisattvas.
Naquela ocasião, o Abençoado estava absorto na concentração dos inúmeros aspectos dos fenômenos, denominado profunda iluminação.
O “Abençoado” refere-se ao Budha Shakyamuni. Budha encontrava-se absorto num estado de contemplação sobre a vacuidade, ou natureza última, dos inúmeros aspectos dos fenômenos. O Budha contemplava todos os fenômenos como expressões do Tatagathagharba. Ele praticava o samadhi da inseparatividade.
Nessa mesma ocasião o Nobre Avalokithesvara1, o Bodhisattva, o Grande Ser, observava perfeitamente a prática da Profunda Perfeição da Sabedoria que observa perfeitamente a vacuidade da existência inerente também dos cinco agregados.
Enquanto Budha permanecia em samadhi, Avalokiteshvara contemplava porque os cinco agregados são vazios de existência inerente. A palavra “também” indica que o Grande Ser já havia realizado a vacuidade da existência inerente do “eu” ou pessoa.
Então, pelo poder do Budha, o venerável Shariputra disse ao Nobre Avalokiteshvara, o Grande Ser: “Como deve proceder um filho ou filha que queira praticar a Profunda Perfeição da Sabedoria?”.
“A prática da Profunda Perfeição da Sabedoria” refere-se, neste contexto, à vacuidade. É qualificada como profunda porque, se a realizarmos, seremos capazes de cumprir o grande propósito – alcançar a liberação da existência cíclica [samsara]. Praticar profundamente significa ser capaz de ver através da superfície.
Assim ele falou e o superior Avalokiteshvara, o bodhisattva, o Grande Ser, respondeu ao venerável Shariputra como segue:
“Shariputra, qualquer filho, ou filha, de nobres qualidades que queira praticar o profundo Prajna-paramita deveria observar assim de maneira perfeita e correta: a vacuidade da existência inerente também dos cinco agregados”.

Evidentemente quando Budha afirmou a inexistência inerente do “eu”, estava assim negando implicitamente os cinco agregados que o compõe, bem como todos os fenômenos. Nada existe por si mesmo, nenhuma entidade tem substância própria. Vacuidade significa interdependência, impermanência e não-eu. Para a maioria das pessoas, a primeira mente que realiza a vacuidade é uma sabedoria advinda do ouvir. Se, depois continuarmos a contemplar e a meditar, poderemos atingir uma realização mais poderosa. Isso será uma sabedoria advinda da contemplação. Então, se continuarmos a meditar sobre a vacuidade, obteremos, pelo poder da meditação, uma experiência válida da vacuidade.
Forma é vazia

Refere-se à vacuidade de existência inerente dos fenômenos, ou a ausência de substância própria dos fenômenos. A vacuidade é a natureza última dos fenômenos. Forma, nesse contexto, refere-se a um dos cinco agregados. Quando tivermos realizado a vacuidade usando como base a forma, não será difícil estabelecermos a vacuidade dos demais fenômenos. Para compreendermos o que significa existência inerente [substância própria] precisamos entender quais seriam as características de um objeto inerentemente existente. Para ser inerentemente existente, uma coisa teria que existir por si mesma, independente de outros fenômenos. Normalmente, nunca nos ocorre que haja qualquer envolvimento de nossa parte na existência desses fenômenos. O modo como tais objetos existem difere bastante da maneira como parecem existir. Um corpo inerentemente existente seria um corpo independente dos outros fenômenos. Saber se os objetos existem inerentemente, ou não, é assim uma questão extremamente importante, porque todos os nossos sofrimentos e insatisfações remontam ao agarramento à existência inerente, nossa e dos demais fenômenos. É necessário realizarmos que os fenômenos carecem de existência inerente, para podermos nos liberar dos sofrimentos.

Ver as coisas como elas são realmente é acabar com o sofrimento. Não que não haja algum sofrimento, a vida é dolorosa. Mesmo que possamos ser salvos do sofrimento, isto não significa que não iremos sofrer, mas que devemos saber como aceitar nossa dor, e saber como aceitar a alegria. Tudo o que surge, isto é nossa vida. Quando é doloroso, é apenas doloroso. Quando é prazeroso é apenas prazeroso. Apenas aceitamos cada momento como é, com o que é, com profunda aceitação. Então, dizemos que a meditação é não discriminar, sem apego e rejeição. Se examinarmos bem, compreenderemos que os mundos dos estados despertos e oníricos existem de maneira muito semelhante. Ambos aparecem-nos de modo muito vívido e parece ter existência própria, independente da mente. Acreditamos que essa aparência é verdadeira e reagimos a ela gerando desejo, aversão, medo etc. exatamente como num sonho.

Vazio é Forma

A primeira profundidade de um fenômeno é a vacuidade de existência inerente do mesmo [Forma é Vazia]. A segunda profundidade é o fenômeno enquanto manifestação da vacuidade. Verdade Última e vacuidade de existência inerente são sinônimas. As formas são exibições da vacuidade. Logo, podemos dizer que nosso corpo é uma manifestação da vacuidade. Isso implica que nosso corpo não está separado de sua vacuidade, mas é uma aparência que surge dela. Para entender melhor a relação entre nosso corpo e sua vacuidade, podemos evocar o exemplo da moeda de ouro. A natureza intrínseca da moeda é o ouro; a moeda é o próprio ouro que aparece sob a forma da moeda. A moeda por nós percebida não está separada do seu ouro e não poderá existir sem ele. Logo, podemos dizer que a moeda é uma manifestação do seu ouro.

A vacuidade não é outra do que a forma;
a forma também não é outra do que a vacuidade.

Aqui compreendemos que a natureza relativa e a natureza última dos fenômenos não existem separadamente. A vacuidade da forma é a ausência de existência inerente da forma. Se quisermos saber o que é a ausência inerente da forma, a resposta será: a forma ela mesma. Não existe vacuidade da forma separada da forma e não existe forma separada da vacuidade da forma. Portanto, a forma e a vacuidade da forma são a mesma entidade.

Da mesma maneira, sensação, percepção, formação mental, e consciência são vazias.

A “sensação” só seria inerente se existisse independente de todos os outros fenômenos. Assim, do mesmo modo “percepção”, “formações mentais”, e “consciência” são vazias e interdependentes. Se houvesse um “eu” inerentemente existente, ele teria que poder ser física e mentalmente separado dos outros fenômenos, pois não dependeria deles. A maioria dos estados mentais deludidos está enraizada na crença de que existe um eu, inerentemente existente. [existe separadamente por si só].

Shariputra, assim sendo, todos os fenômenos são vazios, não têm características. Não são produzidos e não cessam. Não são puros nem impuros.
Não diminuem, e nem aumentam.

“Não produzidos” significa que a produção dos fenômenos não é inerentemente existente; não negamos que sejam produzidos de algum modo. Todos os fenômenos impermanentes, inclusive nosso corpo, são produzidos a partir de causas e condições. O corpo que temos hoje é uma transformação do corpo anterior, como um fluxo contínuo. Assim, podemos investigar a produção do nosso corpo até os corpos de nossos pais, e daí até o aparecimento da vida no planeta. A mente também surge de seus momentos anteriores, num continuum [fluxo psico-mental] sem início e sem fim. Ao investigarmos descobriremos que todo universo e seus seres foram ‘produzidos’ [transformados] a partir de causas e condições. Entretanto, o ensinamento principal é que a produção dos fenômenos não é inerentemente existente, porque depende de causas e condições; se as causas apropriadas não estiverem reunidas, a ‘produção’ [transformação] não ocorrerá. Conforme vimos, algo que dependa de outros fenômenos será necessariamente vazio de existência inerente. A frase “e não cessam” indica um fluxo interminável de transformações. O mesmo pode ser dito a respeito da experiência interior que temos da felicidade e sofrimento; tudo surge a partir de causas e condições que formam o continuum da nossa existência. A ‘produção’ é vazia de existência inerente, pois depende de causas e condições. Conforme foi visto, algo que dependa de outros fenômenos será necessariamente vazio de existência inerente.

A cessação de um objeto é um fenômeno meramente imputado. Por exemplo, a transformação gradual da semente em broto, envolve a cessação da semente. Contudo, não existe um ponto em que a semente deixa de existir. Semente e broto, ambos são fenômenos imputados pela nossa concepção e o ponto onde a semente cessou e o broto foi produzido não pode ser encontrado.

“Não são puros ou impuros”, pureza e impureza são julgamentos relativos de nossa mente conceitual, a coisa em si não é pura nem impura.

“Não há diminuição nem aumento”, significa que, embora um fenômeno possa diminuir ou aumentar, essa diminuição não é inerentemente existente. Sabemos que os fenômenos passam de estado de diminuição para o estado de aumento, e vice-versa, na dependência de causas e condições. É da natureza de todos os fenômenos impermanentes passarem por aumento ou diminuição; contudo eles surgem na dependência de causas e condições e são vazios de existência inerente. Em suma, ao revelar que a natureza e os atributos dos fenômenos são, eles próprios, vazios de existência inerente, essa secção do sutra ensina, em essência, que os fenômenos são totalmente desprovidos de existência inerente. Além de revelar a natureza última dos fenômenos, ele também ensina, implicitamente, os diversos aspectos de sua natureza relativa, como a impermanência, a interdependência, a lei de causa e efeito e o abandono de máculas.

Portanto, Shariputra, na vacuidade não há forma, SENSAÇÃO, percepção, formação mental, nem consciência. Não há visão, audição, olfato, paladar, tato, nem mente; não há aparência, som, cheiro, sabor, tato, nem pensamento.

Não existem os elementos da consciência relacionados aos olhos, ouvidos... e mente, e não há tampouco o elemento consciência mental.

Não há ignorância, nem extinção da ignorância e assim por diante; até velhice e morte nem extinção de velhice e morte.

Do mesmo modo não há sofrimento, nem origem, nem cessação, nem caminho; nem excelsa percepção, nem aquisição, tampouco não-aquisição.

Quando obtemos pela primeira vez uma realização direta da vacuidade e atingimos o caminho da visão, nossa contemplação sobre a vacuidade é capaz de superar as delusões intelectualmente formadas, mas não tem o poder de superar as delusões inatas. Permanecendo no caminho da visão desenvolvemos a contemplação do equilíbrio meditativo que serve como liberação do nível mais denso das delusões inatas. Ao gerar essa sabedoria, atingimos o caminho da meditação.

A causa raiz das delusões inatas é o auto-agarramento inato. Ao contrário das intelectualmente formadas, as delusões inatas não provêm da adoção de filosofias e pontos de vistas equivocados, mas surgem intuitivamente em todos os seres no samsara, inclusive nos animais. O auto-agarramento inato é uma mente que se desenvolve de modo natural e apreende os fenômenos como inerentemente existentes. Ele causa o surgimento da força básica de auto-preservação, inclusive nas formas animais mais primitivas. Como resultado surgem os três venenos. Durante o caminho da meditação, abandonamos progressivamente as delusões inatas.

O encontro dos seis objetos e das seis faculdades leva ao desenvolvimento das seis consciências. Estamos operando automaticamente os olhos, e os outros sentidos, a mente está associada a cada um deles. Vemos os objetos como se fossem separados de nós. Para cada sentido temos o órgão, o objeto e a consciência relativa que percebe o objeto. Então para os seis sentidos, temos os dezoito dhatus3. Embora os seis órgãos e seus objetos sejam condições essenciais para gerarmos a consciência, elas não são inerentemente existentes. O simples desenvolver da consciência visual provoca o surgimento de delusões produzindo obstáculos. Assim como acontece com os demais fenômenos, as Quatro Nobres Verdades não têm existência inerente, bem como os Doze Elos da Originação Interdependente. O antídoto direto à ignorância é a Sabedoria que realiza a vacuidade. Entretanto, a própria sabedoria de um ser que realiza a vacuidade também é vazia de existência inerente. Se continuarmos a meditar desta maneira, nossa realização direta da vacuidade tornar-se-á cada vez mais poderosa. Por fim, ela agirá como antídoto contra os níveis mais sutis das delusões, possibilitando ultrapassá-las por completo, removendo até as marcas das delusões, ou seja, os obstáculos à onisciência.

Em sua resposta, Avalokiteshvara descreve qual é a experiência de um bodhisattva no caminho da meditação, quando medita sobre a vacuidade. Para sua mente, todos os fenômenos absorvem-se e se dissolvem na vacuidade. Até a mente que está apreendendo a vacuidade é, ela mesma, vacuidade e não aparece ao meditante. Como resultado, a distinção entre a mente e seu objeto desaparece. (a dualidade terminou)

Portanto, Shariputra, porque não há aquisição os bodhisattvas confiam e permanecem na perfeição da sabedoria; suas mentes não têm obstruções nem medo. Transcendendo completamente as falsas visões atingem o nirvana final. Todos os budhas dos três tempos por terem confiado na perfeição da sabedoria, realizam completamente a iluminação perfeita e insuperável.

Se entendermos a natureza convencional dos fenômenos, iremos compreender que o ambiente e a maneira de experimentá-lo dependem de nossa mente e de suas potencialidades. Um animal e um ser humano percebem este mundo de forma muito diferente. Visto que a aparência do ambiente depende da mente, conforme nossa mente se purifica a aparência do ambiente também se purifica.

“Portanto, Shariputra, porque não há aquisição”. Tais palavras reafirmam que as aquisições de um bodhisattva, em particular a aquisição do caminho do não-mais aprender, são vazias de existência inerente. A própria aquisição da budeidade não existe em si-mesma, mas é uma mera imputação feita pela mente. Se as aquisições de um bodhisattva fossem inerentemente existentes, elas existiriam de modo independente e não se apoiariam em causas. Por isso a budeidade não é uma questão de aquisição, pois a temos desde o princípio sem esforço. Na realidade, as aquisições de um bodhisattva carecem de existência inerente.

Portanto, o mantra da perfeição da sabedoria, o mantra do grande conhecimento, o mantra insuperável, o mantra que torna igual o que é desigual, o mantra que apazigua por completo todo sofrimento, visto que não é falso, deve ser conhecido como a verdade.

A frase: “O mantra da perfeição da sabedoria” qualifica a perfeição da sabedoria como mantra. De modo geral, mantra significa “proteção da mente”. Aqui, a perfeição da sabedoria é denominada mantra, pois seu papel principal consiste em proteger a mente das obstruções e delusões. “O mantra do grande conhecimento” refere-se ao conhecimento do Grande Selo, ou Vacuidade.

“O mantra que torna igual o que é desigual”, pois todos os fenômenos são iguais em sua essência, a vacuidade. “O mantra que apazigua por completo todo o sofrimento”, pois é isso que acontece quando ele é praticado sinceramente.

O mantra do Prajnaparamita é proclamado:

TAYATHA OM GATE GATE PARAGATE PARASANGATE BODHI SOHA

Tayatha significa “Assim é”. Om significa “As imensuráveis qualidades dos corpos, da fala e das mentes dos seres iluminados”. Gate significa “ir”, Paragate significa “ir perfeitamente”, Parasangate sgnifica “ir perfeita e completamente”, Bodhi significa “iluminação”, Soha significa “construir o fundamento”.

“Shariputra, um bodhisattva, um grande ser, deve treinar a profunda sabedoria desse modo”: Podemos treinar com os cinco sentidos, com a mente associada aos sentidos, com os doze elos, com as quatro nobres verdades, com os vários tópicos do próprio sutra. Vemos assim, que o Sutra do Coração, além de ser a expressão da sabedoria, é também um grande roteiro de meditação.

Então, o Abençoado retornou do seu samadhi e louvou o Nobre Avalokiteshvara, o bodhisattva, o Grande Ser, dizendo: muito bom, muito bom! Oh filho de nobres qualidades.

Assim é! Assim é! Exatamente como revelou, dessa maneira a profunda perfeição da sabedoria deve ser praticada e os Tathagatas também irão regozijar-se.

A questão de Shariputra e a resposta de Avalokiteshvara surgiram pelo poder do Budha. Também nesse caso, não significa que tal poder tenha sido a única razão desses fatos. O carma coletivo daqueles que estavam presentes também foi uma condição necessária para que recebessem tais ensinamentos.

“Quando o abençoado assim falou, o venerÁvel Shariputra, o Nobre Avalokiteshvara, o bodhisattva, o Grande Ser, e todo o círculo de discípulos, juntamente com os seres mundanos – deuses, humanos, semi-deuses, espíritos – deleitaram-se e louvaram imensamente o que fora proferido pelo Abençoado.

Isso conclui o “Sutra do Coração do Prajna-paramita”.

[Este texto do Sutra foi traduzido do tibetano para o português e feita a transcrição fonética pelo trabalho conjunto de Phurbu Tsering (Pema chime dorje) e Lama Padma Samten, na sede do Caminho do Meio, Viamão no último dia do ano de 1998, com a motivação de trazer benefício aos de fala brasileira-lusitana]

[Os comentários sobre o Sutra foram feitos baseados em comentários de diversos mestres]

texto encontrado em http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=1325 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sutra do Buda da Medicina




Sutra do Buda da Medicina


 

 

 

O Ritual  da  Essência  Concisa  do  Bhagavan

Buda  da  Medicina, segundo o sutra, chamado

A  Joia  que  Realiza  Desejos

 

 

NAMO  GURU  MUNINDRAYA

 

O rio de ouvir os seus nomes

Faz com que até os fogos do inferno Avici fiquem frescos como um lago de lótus

Oh protetores dos tempos degenerados, os setes sugatas

E o líder dos Shakyas, aos seus pés eu me prostro.

 

Distraído pelas atividades de importâncias variadas,

Para beneficiar a mim e àqueles que tem fé nas histórias das vidas

Dos sete sugatas dos tempos degenerados,

Resumirei o ritual sútrico de ambrosia à sua essência.

 

Por causa da infabilidade da proclamação do Arya Buda de que o poder e as bênçãos dos

Budas da Medicina são maiores e mais rápidas em tempos degenerados, nós a aceitamos. Já

tendo feito os preparativos conforme descrito no ritual do sutra, quem desejar realizar este

ritual para invocar o compromisso feito de coração pelos protetores durante tempos degenerados, os sete sugatas, deve recitar como segue, infundindo a mente com refúgio e bodhichitta.

 

Refúgio e Bodhichitta

 

Natureza que incorpora todas as qualidades e atividades de corpo, fala e mente de

todos os tathagatas dos três tempos e das dez direções, fonte das 84 mil coletâneas

de Dharmas, senhor de toda a arya Sangha, eu busco refúgio no bondoso e glorioso

guru raiz e gurus de linhagem.

Eu busco refúgio nos senhores Budas totalmente iluminados.

Eu busco refúgio no santo Dharma.

Eu busco refúgio na arya Sangha.

Eu busco refúgio nos oito irmãos, que foram além, os senhores Budas da Medicina

com suas hostes de deidades.

Eu busco refúgio nos gloriosos e santos protetores do Dharma dotados com o olho

da sabedoria. (3X)

 

Até alcançar a iluminação, eu busco refúgio

No Buda, no Dharma e na assembleia Suprema.

Pelos meus méritos de praticar generosidade e outras perfeições

que eu alcance o estado de um buda para beneficiar todos os seres sencientes. (3X)

 

Os quatros Incomensuráveis

 

Todos os seres sencientes que, apesar de si próprios e de todas as aparências

serem dharmadhatu por natureza e que ainda não alcançaram esta

realização, vou dotá-los com felicidade e as causas da felicidade, vou

separá-los do sofrimento e das causas do sofrimento, vou torná-los

inseparáveis da felicidade sem sofrimento e vou estabelecê-los na

equanimidade, a causa de bem estar, livre de apegos, aversão e parcialidade.(3X)

 

Bodhichitta  Especial

 

Pelo bem de todos os seres sencientes, preciso alcançar a plena iluminação,

então, vou me engajar nos estágios do caminho: me prostrar, fazer oferendas

e súplica, do fundo do coração, aos oito irmãos que foram além, os senhores

Budas da Medicina com suas hostes de deidades .

 

Purificando o Local

Pelo poder da suprema verdade das bênçãos dos budas e bodhisattvas,

Pelo poder da grande força das duas coletâneas e a pureza do dharmadhatu,

Que os seres e o meio ambiente deste reino sejam enriquecidos como

Sukhavati.

 

Oferecimentos

 

Terra de joias adornadas com árvores e lagos

Cujos fundos estão cobertos de ouro, prata e pó de pérolas;

Com flores espalhadas e a fragrância de sândalos surgindo;

Deleites humanos e divinos: oferendas de Samantabhadra

por toda a parte.

 

Lá, no centro de um belo palácio adornado com joias

Sobre lótus e trono de leões, residem budas e bodhisattvas.

Que todos os lugares sejam preenchidos com oceanos de nuvens

de apreciadas oferendas,

Nascidas pela força do mantra, samadhi e aspiração.

 

Mantra de Nuvens de Oferendas

 

OM NAMO BHAGAVATE VAJRA SARA PRAMADANE/

TATHAGATAYA/ARHATE SAMYAKSAM BUDDHAYA/ TADYATHA/OM VAJRE VAJRE/ MAHA VAJRE/MAHA TEJA VAJRE/ MAHAVIDYA VAJRE/MAHA BODHICHITTA VAJRE/MAHA BODHIMANDOPASAM KRAMANA VAJRE/SARVA KARMA AVARANA VISHO DHANA

VAJRE SVAHA (3x)

 

Poder  da  Verdade

Pelo poder da verdade das três joias,

Pelas bênçãos de todos os budas e bodhisattvas,

Pelo poder da grande força de ter completado as duas coletâneas,

E pela esfera da realidade incrivelmente pura,

Que estas oferendas se transformem assim.

 

Invocação

 

Compassivos protetores em tempos degenerados, sete sugatas,

Buda Shakyamuni, santo Dharma, bodhisattvas e guardiões,

Convidados como o  refúgio de apoio e proteção para proteger

a mim e aos outros:

Por favor, venham aqui reunidos e concedam as suas bênçãos.

 

A Prática dos Sete Ramos

 

PROSTRAÇÕES

Guru raiz, cuja bondade é inigualável,

Rei dos Shakyas, Manjushri, Shantarakshita e outros assim,

Que seguram em suas mãos este sutra profundo:

Aos gurus diretos e de linhagem, eu me prostro.

 

Aos compassivos que liberam os seres desamparados

Sete sugatas, Buda Shakyamuni e santo Dharma,

Manjushri, Kyab Drol, Vajrapani, Brahma e Ishvara,

E maharajas e yakshas, eu me prostro.

 

Faço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas as quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude,(Aqui, medite fortemente em alegrar-se)

Rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Suplicando

Oh grande assembleia de bhagavans, por favor, me ouçam!

Sete sugatas, assim como prometeram,

As suas preciosas se realizarão

Durante o período final dos ensinamentos de Shakyamuni:

Por favor, mostrem-me que isto seja verdade!

 

Preces Individuais aos Budas da Medicina

 

Ao bhagavan, tathagata,arhat, o perfeitamente realizado, Buda Renomado

Rei Glorioso de Excelentes Sinais (Suparikirti-tanamasriraja)

eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio

 

De cor dourada, com o mudra de conceder o refúgio;

Que realizou as oito preces;

Majestoso com a glória das duas acumulações;

Oh Glorioso do campo búdico não conquistado por outros:

Ao Renomado Rei Glorioso de Excelentes Sinais, eu me prostro.

 

Nas flores das marcas maiores, florescentes e puras,

Antera dos sinais menores, tal belo corpo.

Quem vê, ouve ou pensa no senhor é glorificado.

Ao Renomado Rei de Glorioso Sinais, eu me prostro.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam

imediatamente sobre mim e todos os seres

sencientes. Que todas as minhas preces puras

se realizem imediatamente.

 

Ofereço uma coletâneas de oferendas,

aqui arrumadas e emanadas

Visualize aqui vastas oferendas.

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas quedas e negatividades,

alegro-me na virtude (Aqui, medite fortemente em alegrar-se)rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Pela força de ouvir o nome do conquistador,

Expressá-lo, recordá-lo, me prostrar e fazer oferendas,

Que todos os seres sencientes como nós fiquem livres

De epidemias, execuções, criminosos e espíritos;

Que tenham suas faculdades completas; que o contínuo

de sofrimento e negatividade seja cortado;

Não caiam nos reinos inferiores; experimentem a felicidade

de humanos e deuses.

 

Com a fome, sede e pobreza pacificadas, que possa haver riqueza.

Sem tormentas do corpo como ser amarrado, surrado e torturado;

Sem receber mal de tigres, leões e cobras, com conflitos pacificados;

Dotados com mentes amorosas e aliviados do medo de enchentes e

outros desastres naturais;

Que possamos passar ao êxtase destemido.

 

E quando passarmos para além desta vida,

Que possamos renascer de um lótus naquele campo búdico, com

todas as qualidades,

Tornando-nos recipientes para transmitir os ensinamentos

dos Conquistadores, como o Renomado Rei Glorioso de Excelentes

Sinais, e causar-lhes deleite.

 

 

Ao bhagavan, tathagata, arhat, o perfeitamente realizado, Buda

Rei do Som Melodioso, Irradiação Brilhante de Habilidade,

Adornado com Joias e Lótus (Svaragosaraja),eu me prostro,

faço oferendas e busco refúgio.(7X)

 

De cor amarela, com o mudra de conceder o supremo refúgio;

Que realizou as oito preces;

Majestosos com a glória das duas acumulações;

Oh glorioso do campo búdico  adornado com Joias;

Eu me prostro ao Rei do Som Melodioso.

 

Bem adornado com joias de luz e lótus,

Sabedoria expandida na maestria de todo objeto conhecível,

Dotado de uma mente profunda como o oceano,

Eu me prostro ao pés do rei do Som Melodioso.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam imediatamente sobre mim

e todos os seres sencientes que todas as minhas preces puras se

realizem imediatamente.

 

Ofereço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Visualize aqui vastas oferendas

confesso todas quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, (Aqui, medite fortemente em alegrar-se)

rogo e suplico. E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Pela força de ouvir o nome do conquistador,

Expressá-lo, recordá-lo, me prostrar e fazer oferendas,

Por todos os seres  sencientes como nós mesmos.

Que os distraídos possam florescer no Dharma,

Tenham riquezas e bens de humanos e deuses;

Sem a tormenta na concepção, que sempre renasçam

como humanos, nunca se separem da bodhichitta,

Aumentem em Dharma virtuoso;

Purifiquem obscurecimentos e alcancem a felicidade

de humanos e deuses.

Que sejamos livres de sermos separados do guia espiritual,

Das eras escuras, males dos espíritos, morte e inimigos,

E dos perigos dos lugares isolados.

Que tenhamos entusiasmo para fazer oferendas e rituais.

Que os seres menos dotados tenham samadhi, atenção plena e força,

O dharani do não esquecimento e alcancem a suprema sabedoria.

Que os fogos atormentadores se resfriem.

E quando passarmos para além desta vida,

Que renasçamos de um lótus naquele campo búdico,

com todas as qualidades,

Tornando-nos recipientes para transmitir os ensinamentos dos

Conquistadores, como o Rei do Som Melodioso, e causar-lhes deleite.

 

 

Ao bhagavan, tathagata, arhat, o perfeitamente realizado, Buda

Excelente Ouro Imaculado, Joia Que Realiza Todos os Votos,

(Suvarnabhad-radravimala)

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio.(7X)

 

De cor dourada, como o rio Tsambu, no mudra de ensinar o Dhrama;

Que realizou as quatro preces;

Majestoso com a glória das duas acumulações;

Glorioso do campo búdico Repleto de Incenso,

Eu me prostro ao Excelente Ouro Imaculado.

 

Soberano entre os ouros como o ouro do rio Tsambu,

Mais radiante do que mil sóis,

e corpo como uma imaculada stupa dourada,

Eu me prostro ao Excelente Ouro Imaculado.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam imediatamente

sobre mim e todos os seres sencientes.

Que todas as minhas preces puras se realizem imediatamente.

 

Ofereço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

Pela força de ouvir o nome do conquistador,

Expressá-lo, recordá-lo, e fazer-lhe oferendas,

Por todos os seres sencientes como nós mesmos

Que os de vida curta ganhem longevidade, os pobres, plena riqueza;

Que os combatentes tenham mentes amorosas.

Que não fiquemos sem treinamento, caindo em reinos inferiores

Mas compromissados com os nossos votos e jamais sem bodhichitta.

E quando passarmos para além desta vida,

Que renasçamos de lótus naquele campo búdico, com todas

as qualidades.

Tornado-nos recipientes para transmitir os ensinamentos dos

Conquistadores como o Excelente Ouro Imaculado e causar-lhes deleite.

 

 

Ao bhagavan, tathagata, arhat, o perfeitamente realizado, Buda

Glória Suprema Livre de Dor e Sofrimento,(Asokottamasriraja)

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio. (7X)

 

De cor vermelho claro, no mudra de equilíbrio meditativo;

Que realizou as quatro preces;

Majestoso com a glória das duas acumulações;

Glorioso do campo búdico Livre de Dor e Sofrimento.

Eu me prostro à Glória Suprema Livre de Dor e Sofrimento.

 

Ido além da Dor, alcançou o êxtase supremo,

Pacificador dos três venenos e sofrimentos dos seres sencientes,

Protetor dos seres dos seis reinos,

Ao glorificado, Glória Suprema Livre de Dor e Sofrimento,

Eu me prostro.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam imediatamente sobre mim

e todos os seres sencientes. Que todas as minhas preces puras se

realizem imediatamente.

 

Ofereço uma coletâneas de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico.

E dedico virtudes como esta à grande iluminação.

 

Pela força de ouvir o nome do conquistado,

Expressá-lo, recordá-lo e fazer-lhe oferendas,

Por todos os seres senciente como nós mesmos.

Que todas as dores sejam sempre pacificadas,

Que a vida seja longa e feliz.

Que tenhamos clareza, beleza e riquezas. Sem danos pelos espíritos

 

Que a luz dos conquistadores aumente o êxtase

e a alegria nos infernos.

Que tenhamos amor uns aos outros e que não haja doenças.

E quando passarmos para além desta vida,

Que renasçamos de um lótus, naquele campo búdico, com

todas as qualidades,

Tornando-nos recipientes para transmitir os ensinamentos dos

Conquistadores, como o Glória Suprema Livre de Dor e Sofrimento,

e causar-lhes deleite.

 

 

Ao bhagavan, tathagata, arhat, o perfeitamente realizado, Buda

Oceano Melodioso do Dharma Proclamado(Dhamakirtisagara)

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio. (7X)

 

De cor rosa, com o mudra de ensinar o Dharma;

Que realizou as quatro preces;

Majestoso com a glória das duas acumulações;

Glorioso do campo búdico Estandarte de Vitória do Dharma.

Eu me prostro ao Oceano Melodioso do Dharma Proclamado.

 

Grande som do Dharma conquistando adversários,

Dotado de fala profunda como o oceano,

Pacificador do sofrimento dos seres, sem exceção;

Eu me prostro ao Oceano Melodioso do Dharma Proclamado.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam imediatamente

sobre mim e todos os seres sencientes.

Que todas as minhas preces puras se realizem imediatamente.

 

Ofereço-lhe uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico.

E dedico virtudes como esta à grande iluminação.

 

Pela força de ouvir o nome do conquistador,

Expressá-lo, recordá-lo, me prostrar e fazer-lhe oferendas,

Por todos os seres sencientes como nós mesmos.

Que sempre possamos ter visão e fé perfeitas,

Ouvir o som do Dharma e ser enriquecidos com a bodhichitta.

Pelo bem dos recursos que possamos abandonar as negatividades;

Que a riqueza aumente.

Que permaneçamos no amor, com vidas longas e contentamento.

E quando passarmos para além desta vida,

Que renasçamos de um lótus, naquele campo búdico, com todas

as qualidades.

Tornando-nos recipientes para transmitir os ensinamentos dos

Conquistadores, como o Oceano Melodioso do Dharma Proclamado,

e causar-lhes deleite.

 

 

Ao baghavan, tathagata, arhat, o perfeitamente realizado, Buda

Aprazível Rei da Compreensão Clara, Suprema Sabedoria de um

Oceano de Dharma(Abhijyaraja)

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio.(7X)

 

De cor coral, com mudra de conceder o supremo refúgio,

Que realizou as quatro preces;

Majestoso com a glória das duas acumulações;

Glorioso do campo búdico Oceano de Joias,

Eu em prostro ao Rei da Compreensão Clara.

 

Mente de profunda sabedoria do Dharma,

difícil de penetrar,

Deleitando-se na esfera pura da verdade,

Que vê diretamente todo objeto conhecível,

Eu me prostro ao Rei da Compreensão Clara.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam imediatamente

sobre mim e todos os seres sencientes.

Que todas as minhas preces puras se realizem imediatamente.

 

Ofereço uma coletâneas de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas as quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Pela força de ouvir o nome do conquistador,

Expressá-lo, recordá-lo, me prostrar e fazer-lhe oferendas,

Por todos os seres sencientes como nós mesmos

Que os distraídos fiquem livres de malícia e ricos em bens.

E os [que] trilhando o mau caminho [vão] aos reinos inferiores

obtenham as dez virtudes.

Que aqueles controlados pelos outros ganhem

independência perfeita e que todos tenham longas vidas,

ouçam os nomes dos conquistadores e sejam virtuosos.

E quando passarmos para além desta vida,

Que renasçamos de um lótus naquele campo búdico,

com todas as qualidades,

Tornando-nos recipientes para transmitir os ensinamentos

dos Conquistadores como o Rei da Compreensão Clara

e causa-lhes deleite.

 

 

Ao bhagavan, tathagat, arhat, o perfeitamente realizado, Guru

Buda da Medicina, Rei da Lua de Lápis Lazuli( Bhaisajyaguru)

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio.(7X)

 

De cor azul, com o mudra de conceder o supremo;

Que realiza as doze preces;

Majestoso com a glória das duas acumulações;

Glorioso do campo búdico Luz de Lápis Lazuli,

Eu me prostro ao Guru da Medicina, Rei dos Médicos.

 

Bhagavan com igual compaixão por todos,

Cujo nome, só ao se ouvir, afasta os sofrimentos

dos reinos inferiores,

Eliminador de doenças e dos três venenos,

Eu me prostro ao Buda da Medicina Luz de Lápis Lazuli.

 

Por favor, que suas promessas amadureçam imediatamente

sobre mim e todos os seres sencientes.

Que todas as minhas preces puras se realizem imediatamente.

 

Ofereço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas,

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico,

e dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Pela força de ouvir o nome do conquistador,

Expressá-lo, recordá-lo, me prostrar e fazer oferendas,

Que todo e cada ser senciente, assim como nós mesmos

Sejamos  como o senhor, agraciados com as 112 marcas

e sinais dos seres iluminados.

Que a luz que afasta a escuridão, o deleite da sabedoria

e os meios hábeis,  sejam inexauríveis.

Que aqueles atraídos a caminhos menores e equivocados

entrem nos caminhos Mahayana.

E que todos sejam embelezados pelos seus votos.

Que sejamos livres da dor causada pela imoralidade,

Com nossos sentidos completos e sem doenças e

ter bens abundantes.

Que os desiludidos com as condições mais fracas

tenham sempre faculdades poderosas,

E que sejamos livres dos laços e das visões perversas de Mara.

Que aqueles atormentados pelos reis obtenham êxtase,

E os que, por fome, se sustentam por meio de negatividade

Sejam satisfeitos com alimentos segundo o Dharma.

Que as misérias de calor e frio sejam pacificadas e todos

os bons desejos sejam realizados.

Dotados com moralidade que agrada aos aryas, que sejamos liberados.

E quando passarmos para além desta vida,

Que renasçamos de um lótus naquele campo búdico, com

todas as qualidades,

Tornando-nos recipientes para transmitir os ensinamentos dos

Conquistadores como o Guru da Medicina, Rei dos Médicos

E causar-lhes deleite.

 

 

Ao bhagavan, tathagata, arhat, o perfeitamente realizado,

Buda Glorioso Conquistador Shakyamuni

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio. (7X)

 

De cor dourada, com o mudra de tocar a terra,

Que pela força de uma grande e única

compaixão e entusiasmo

Tornou-se o Glorioso deste destemido sistema mundial,

Eu me prostro ao líder supremo, cabeça dos Shakyas.

 

Nascido na linhagem Shakya através de meios hábeis e compaixão,

Incontestado pelos outros, conquistador das forças de Mara,

Corpo majestoso como o Monte Meru dourado,

Eu me prostro ao rei dos Shakyas.

 

Ofereço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas as quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Por favor, abençoe-nos e a todos os seres sem protetor

Para receber aqui imediatamente, sem exceção,

Os benefícios ensinados pelo mestre supremo

Para o vasto ritual do sutra do Buda Medicina.

 

Prosternação e Prece ao Santo Dharma

 

Suprema luz que afasta a escuridão da ignorância,

Medicamento  mais notável, que alivia sofrimentos e doenças,

A toda sublime joia do Dharma,

Eu me prostro, faço oferendas e busco refúgio.(3X)

 

Ofereço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas,

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas as quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Pelas bênçãos da verdade da santa joia do Dharma

Que eu e todos os outros, doravante em todas as nossas vidas,

Pratiquemos os ensinamentos do Buda em sua totalidade

Exatamente como as intenções dos budas.

 

Pedindo os Benefícios da prática

 

Os compromissos feitos de coração pelos conquistadores

foram invocados, por trinta e seis mil filhos de sugatas,

Inclusive, Manjshri, Kyab Drol e Vajrapani.

Assim suplicando, eles proclamaram os benefícios deste sutra.

Por favor, manifestem todos eles para mim, aqui e agora.

E também aos líderes do protetor mundano yaksha,

Como perante mestres anteriores prometeram:

Cessar os inimigos, fazedores de mal e epidemias,

Pacificar todos os conflitos e aumentar o êxtase físico e mental,

Por favor, realize estas metas tal qual a desejamos

E sempre nos proteja continuamente.

 

Recitação do Mantra

 

OM NAMO BHAGAVATE BHEKHANDZYE/GURU BAIDURYA/

PRABHA RAJAYA/TATHAGATAYA/ARHATE SAMYAKSAM

BUDDHAYA/TADYATHA/OM BHEKHANDZYE BHEKHANDZYE

MAHA BHEKHANDZYE/RAJA SAMUDGATE SVAHA

 

Guru Raiz, cuja bondade é inigualável,

Rei dos Shakyas, Manjushri, Shantarakshita e outros assim

Que seguram em suas mãos este sutra profundo,

Aos gurus diretos e de linhagem, eu me prostro.

 

Aos compassivos que liberam os seres desamparados,

Sete sugatas, Buda Shakyamuni, e santo Dharma,

E maharajas e yakshas, eu me prostro.

 

Ofereço uma coletânea de oferendas, aqui arrumadas e emanadas,

Visualize aqui vastas oferendas

Pela força do mantra, samadhi e aspiração.

Confesso todas quedas e negatividades,

Alegro-me na virtude, rogo e suplico,

E dedico virtudes como estas à grande iluminação.

 

Pedido de Perdão

 

O que quer que eu tenha feito ou levei a fazer

Que não foi preparado ou era degenerado

Ou feito com minha mente iludida,

Por favor, seja paciente com tudo isto.

 

O que quer que os seres desta era degenerada fizeram

De pequeno mérito e mesclado com delusões ignorantes

Que não realizaram os desejos dos aryas,

Por favor, seja paciente com isto também.

 

Sob a influência da avareza, com falta de habilidade,

Tendo feito oferendas ruins ou arrumando-as erradamente,

Oh protetor dotado de grande compaixão,

Por favor, seja paciente com isto também.

 

Pedido para Permanecer

 

Ao permanecer aqui junto a esta imagem

Pelo bem de todos os seres migrantes,

Por favor, nos conceda uma vida longa

e sem doenças, poder e realizações supremas.

 

OM SUPRATISHTHA VAJRA YESVAHA

 

 

Dedicações

Assim como o bravo Manjushri e Samantabhadra também,

Compreenderam as coisas como elas são,

Eu também dedico todos estes méritos da melhor forma,

Para que eu possa seguir seus exemplos perfeitos.

 

Dedico todas estas virtudes raízes

Com a dedicação louvada como a melhor

Pelos Vitoriosos dos três tempos, que foram além,

Para que eu possa desempenhar os nobres atos.

 

Versos Auspiciosos

As hostes de deidades do Buda da Medicina

Permeando com perfeição todas as direções do espaço

Algumas caindo como chuva de lótus multicoloridas,

Algumas cantando cânticos, pedindo benevolências,

Algumas agindo para conquistar maras e obstrutores,

E todas lhe concedendo a suprema boa fortuna,

Saiba disso muito bem e se encha de alegria

E eu cantarei uma suave melodia expressando a auspiciosidade.

 

Mestre supremo de humanos e deuses,

Que tocando a minha coroa aos seus pés de luar de joias

Concede a glória da boa fortuna do florescer das flores kumuda,

Ao Munindra, lua entre esplendores, eu me prostro.

 

Manjushri e o grande abade Shantarashita,

Trisong Detsen, Atisha pai e filhos,

O segundo conquistador Losang Dragpa e outros assim,

Pelas auspiciosidade de todas as boas qualidades reunidas

Pelos supremos gurus raiz e de linhagem,

Que toda negatividade e degenerações cessem,

Que o êxtase e a bondade aumentem como a lua crescente,

Que seja auspicioso usufruir a glória da perfeição.

 

Realizando um oceano supremo de preces invocando a verdade

Durante o declínio dos ensinamentos para os seres sem protetores

Que não foram pacificados por outros Conquistadores,

Pela auspiciosidade de todas as boas qualidades reunidas

Pelos sete sugatas, protetores durante tempos degenerados,

Que toda negatividade e degenerações cessem,

Que o êxtase e a bondade aumentem como a lua crescente,

Que seja auspicioso usufruir a glória da perfeição.

 

Surgido de uma língua  ampla e semelhante a um lótus,

Do senhor dos habilidosos,

Especialmente exaltado mesmo nos últimos dias dos

ensinamentos de Shakya. De tal forma que se for feito

consegue-se a essência da ambrosia da imortalidade.

 

Pela auspiciosidade de todas as boas qualidades reunidas

Por aquele rei do vasto e profundo sutra pitaka,

Que toda negatividade e degenerações cessem,

Que o êxtase e a bondade aumentem como a lua crescente,

Que seja auspicioso usufruir a glória da perfeição.

 

Pela auspiciosidade de todas as boas qualidades reunidas

Por aqueles filhos da linhagem fazendo o ritual do sutra

Que só ao recitar os nomes dos reis dos médicos

De todas as dez direções de todos os reinos

E pelas preces especialmente vastas do mestre Buda e dos sugatas,

Que toda negatividade e degenerações cessem,

Que o êxtase e a bondade aumentem como a lua crescente,

Que seja auspicioso usufruir a glória da perfeição.

 

Realizado pelo mantra da compaixão dos sugatas,

Pela fé, samadhi e palavras de verdade, construção de joias,

Morada das Três Joias, além dos três reinos,

Pela auspiciosidade de todas as boas qualidades reunidas

Por aquele supremo campo búdico igual a Sukhavati,

Que toda negatividade e degenerações cessem,

Que o êxtase e a bondade aumentem como a lua crescente,

Que seja auspicioso usufruir a glória da perfeição.

 

 


 

 

Sadhana  do  Buda  da  Medicina.

Em muitos dos seus ensinamentos, Buda Shakyamuni, elogiou a prática da Saddhana do Sutra do Buda da Medicina, dizendo que

quando estivéssemos próximos a era de kaliyuga,  esta sadhana

protegeria contra as doenças físicas e mentais, catástrofes naturais, guerras e desarmonia social de forma mais eficaz  que qualquer outra forma de prática.

 

 

 

Mantra  do Buda  da  Medicina

 

 


 

 

OM  NAMO  BHAGAVATE  BHEKHANDZYE/

GURU BAIDURYA/ PRABHA RAJAYA/ TATHA

GATAYA/ ARHATE SAMYAKSAM BUDDHAYA/

TADYATHA/ OM BHEKHANDZYE  BHEKHAN

DZYE/ MAHA  BHEKHANDZYE/ RAJA SAMUGA

TE/ SVHA.